segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Incapacidade X Deficiência - Por Lêda Lucia Spelta

Afinal, o Que é Acessibilidade?

Infelizmente, nada disso tem relação alguma com acessibilidade, ao menos por enquanto. Nós, que julgamos entender alguma coisa de acessibilidade (felizmente esse grupo está crescendo), falamos nos direitos de igualdade, cidadania e independência de velhinhos, grávidas, deficientes e pessoas que usam dispositivos esdrúxulos, ou se encontram em ambientes diferentes; falamos em leis, diretrizes e padrões nacionais e internacionais. Os mais aplicados dentre nós estudam usabilidade, Universal Designlink para um novo sitepadrões Weblink para um novo siteWCAGlink para um novo siteDAISYlink para um novo site, normas ANSIlink para um novo siteNISOlink para um novo siteISOlink para um novo siteABNT... Quando focamos nos resultados, falamos na ampliação do universo de clientes e usuários, que pode ser alcançada com a conquista desta grande fatia de mercado, formada por toda essa gente diferente.
Como vemos, em todos estes enfoques, a acessibilidade aparece como algo que tem a ver com pessoas que têm alguma deficiência ou necessidade especial. Mas será que acessibilidade é mesmo "só" isso?
Definições como a de "Ajudas técnicas" pressupõem uma clara separação das pessoas entre deficientes e não deficientes. Mas, na prática, como é que se faz esta separação?
Por exemplo, mesmo que uma pessoa seja totalmente cega de um dos olhos, se tiver visão "normal" no outro olho, não será considerada uma pessoa com baixa visão e não terá direito às ajudas e benefícios concedidos às pessoas com deficiências, pois, da maneira como nossa sociedade está organizada, esta pessoa continua podendo usar a visão para realizar atividades essenciais, tais como ler e se locomover. Imagino que, se a nossa principal atividade fosse a caça, talvez essa pessoa tivesse que ser considerada deficiente. Por outro lado, se as nossas placas e livros fossem escritos com letras maiores, menos pessoas seriam classificadas como deficientes visuais.
Quero dizer com isto que a deficiência e o seu grau de severidade dependem das atividades e dos recursos disponíveis em cada cultura. Os testes para avaliar uma deficiência visual, por exemplo, consideram o melhor olho, após a aplicação da melhor correção optica possível.
é por isso que a CIFlink para um novo site sabiamente diferencia os conceitos de "desvantagem" (handcap), "incapacidade" (disability) e "deficiência" (impairement), já que uma deficiência pode ou não causar uma incapacidade (dependendo do indivíduo e dos recursos disponíveis) e uma incapacidade pode ou não causar uma desvantagem (dependendo do contexto social). Por exemplo, uma pessoa que não tem uma das mãos (deficiência), dependendo de características individuais e dos recursos disponíveis, pode ter dificuldade ou não conseguir realizar tarefas da vida diária (incapacidade) e, dependendo do contexto social, pode ter dificuldade para encontrar um emprego (desvantagem). Quando desconsideramos esta perspectiva, saímos por aí rotulando as pessoas, como se o problema estivesse nelas e não na sua interação com o meio em que vivem.
Estamos criando um mundo extremamente hostil a uma grande quantidade de pessoas, porque elas não se encaixam em determinados padrões. E então saímos rotulando gente e tentando criar mecanismos compensatórios, para tentar consertar o que já começou errado; sem falar naqueles indivíduos desajustados que ficam sem "rótulo", por falta de sensibilidade humana e competência diagnóstica.
Como disse certa vez uma grande amiga (que não é deficiente), acerca da minha deficiência visual: "Você, pelo menos, tem uma deficiência que está aparente e, portanto, pode lutar para que ela seja respeitada e levada em consideração; porém, o que fazer, quando a gente tem alguma incapacidade que gera uma dificuldade para lidar com as coisas deste mundo, se esta dificuldade não tem um diagnóstico e não está aparente?"
Quando será que vamos parar de segregar as pessoas desta maneira, num total desrespeito às suas peculiaridades, necessidades e potencialidades individuais?

VII - Acessibilidade para Todos

Todos temos limitações visuais (ou não precisaríamos de lunetas, microscópios e telescópios), limitações auditivas (ou não teríamos amplificadores e estetoscópios), limitações da fala (ou dispensaríamos tradutores e intérpretes), limitações da locomoção (ou não existiriam carros, navios e aviões), limitações da motricidade (ou não inventaríamos ferramentas com cabos compridos, extensores, ganchos, prendedores, acionadores, dispositivos de segurança), limitações de comportamento (ou não haveriam atenuantes legais para crimes realizados em situações de stress ou de forte impacto emocional).
No dia em que cada ser humano tiver a exata noção da magnitude das suas próprias limitações, a nossa especialidade deixará de existir. Neste dia, quando alguém falar em acessibilidade, ninguém mais vai pensar num monte de gente esquisita, vivendo de maneira excêntrica. Acessibilidade fará parte do currículo de todas as profissões, será coisa do dia-a-dia de todas as pessoas e especialistas em acessibilidade e usabilidade seremos todos!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Alfasto Novo e calçada velha

Boa tarde,
Essa semana iremos tratar de um tópico imprescindível para a acessibilidade: as calçadas!!!
Segue o artigo da semana para vocês:

"O programa Asfalto Novo reflete o velho modelo rodoviarista ainda vigente no Distrito Federal. Caracterizado pela priorização do automóvel, o rodoviarismo foi abandonado há algumas décadas em cidades exemplares em mobilidade saudável. As cidades verdadeiramente modernas vêm restringindo o espaço dos carros e destinando-o para a circulação a pé e por bicicleta. Saem estacionamentos e viadutos, entram praças, calçadas e locais para lazer e convívio.

Anunciado como sinônimo de qualidade de vida, ao custo de 770 milhões de reais, o Asfalto Novo já recapeou inúmeras pistas da área central, mesmo aquelas com pavimento em boas condições. Enquanto isso, as calçadas, quando existem, continuam em estado de calamidade e não foram recapeadas. Para piorar, muitas calçadas e canteiros servem de estacionamento para carros e rampas de acesso são bloqueadas diariamente por carros estacionados.

A propaganda governamental na EPTG ressalta a construção de ciclovias e a qualidade de vida, em contraste com a triste realidade da via, onde a ciclovia jamais saiu do papel e tampouco existem calçadas. Para completar o cenário na “Linha Verde”, os ônibus ficam congestionados, enquanto muitos motoristas invadem o corredor de ônibus e o acostamento. Ainda assim, anunciou-se mais um projeto rodoviarista: um viaduto na entrada de Taguatinga. E a ciclovia da EPTG, prometida há alguns anos, continua sem prazo de entrega.

Mesmo as ciclovias construídas não significam mudança no modelo ultrapassado e apresentam falhas graves. Descontinuidade, com término abrupto em locais com alto risco de acidentes; falta de sinalização nos cruzamentos; falta de preferência aos ciclistas; ziguezagues e desvios no trajeto; falta de iluminação; problemas de drenagem; conflitos com pedestres; ausência de bicicletários. Para completar, faltam campanhas educativas de respeito e incentivo ao uso de bicicleta e fiscalização das reiteradas infrações motorizadas contra ciclistas, incluindo o bloqueio das novas ciclovias.

Curioso o fato de o governo local proclamar o Distrito Federal “referência nacional e internacional em ciclovias”. A propaganda recente afirma que a malha cicloviária se iguala à de Amsterdã e supera a de Copenhague. Esqueceram de comentar sobre a cultura ciclística e a qualidade das ciclovias e ciclofaixas. Naquelas cidades, mais de 30% dos deslocamentos para o trabalho são feitos de bicicleta. Por aqui, apesar da ausência de dados oficiais, pode-se afirmar que sequer chega a 0,1%. Lá, os cruzamentos são impecavelmente sinalizados e os ciclistas contam com preferência sobre os motorizados.
 E nas capitais europeias o carro perde cada vez mais espaço, especialmente na área central, onde são caras e escassas as vagas de estacionamento. Aqui, a lógica ainda favorece de forma escancarada o automóvel, com vagas gratuitas em área pública (não há estacionamento rotativo pago) e muitos estacionamentos informais, que ocupam canteiros, calçadas e outros espaços livres. Locais propícios ao lazer e à convivência tornam-se espaços sem vida, degradados pela circulação de carros. Chegou-se ao cúmulo de o governo propor a criação de 10 mil vagas ao rei automóvel no coração da cidade, em plena área tombada. Definitivamente, a proposta de estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios já nasce ultrapassada.
O desafio na mobilidade urbana não se resume a obras. Mudanças culturais são fundamentais. Infelizmente, os investimentos no transporte coletivo e no uso de bicicleta ainda pressupõem como beneficiárias as classes desfavorecidas economicamente. Os gestores públicos ainda não se convenceram de que metrô, ônibus e bicicleta devem compor um sistema integrado e confiável a ser utilizado por todos, como forma alternativa ao automóvel. Emblemático que os governantes só usem o sistema de transporte público em inaugurações, quando os holofotes midiáticos se acendem. No dia a dia sombrio, ficam os usuários comuns reféns dos problemas de sempre: desconforto, insegurança e má-qualidade no serviço prestado.

A falta de sensibilização dos gestores públicos evidencia-se quando o próprio poder público desrespeita o espaço destinado a pedestres e ciclistas. Veículos a serviço do governo podem ser vistos com certa frequência sobre calçada, ciclovia e em outros locais proibidos. Passa-se, com essa atitude, a mensagem equivocada de que os motorizados têm prevalência sobre os que caminham e pedalam. O código de trânsito expressa exatamente o contrário: os motorizados devem zelar pela segurança dos não motorizados.

Sabe-se que a solução para o caos resultante da excessiva frota automotiva – que ultrapassa 1,5 milhão no DF – passa longe dos incentivos fiscais ao setor automotivo e da política de ampliação de vias e estacionamentos, que só contribuem para o aumento do caos urbano, num círculo vicioso que causa danos sociais, ambientais e econômicos. Aplicar recursos unicamente nos modos coletivos e saudáveis de locomoção é, sem dúvida, a alternativa mais sensata e racional. Aliás, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, expressa essa priorização, em detrimento do transporte individual motorizado. Falta, como de costume, pôr em prática, com planejamento e coerência, o que está previsto em lei

Boa leitura e ótima semana!


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Senado Acessível

Assistam ao vídeo da sessão de ontem no Plenário, quando pela primeira vez, em mais de 60 anos, um deputado cadeirante discursa direto da Mesa Diretora e não mais do chão. Tive a honra de inaugurar o espaço com a deputada Rosinha da Adefal e representar os mais de 45 milhões de brasileiros com deficiência.
https://www.facebook.com/video.php?v=736787079704535&set=vb.215275598522355&type=2&theater

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições Acessíveis?

A sua seção eleitoral é acessível? Você enfrentou alguma barreira arquitetônica para conseguir votar?
Nos conte através dos comentários desse post. :)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A calçada, você e o outro

Você já parou para pensar em como as calçadas têm ligação com as nossas vidas? Não só por nos ligar aos serviços e lugares que fazem parte de nossas histórias, mas por serem em sua essência um elo de concreto, que sob nossos pés, nos permite chegar ao outro. Na Avenida Paulista, cartão postal da capital paulista, entre empresas, bares, cinemas e tantos outros estabelecimentos, circulam mais de 450 mil pedestres por dias. Em cada pedaço do lugar é possível encontrar um mundo diferente de serviços e pessoas, coexistindo sobre o passeio universal da avenida. 

  Segundo o IBGE, 30% das viagens diárias realizadas em todo o País são feitas a pé. Por conta do alto custo do transporte público, andar não é apenas uma alternativa saudável, é também o meio mais econômico de se locomover e interagir com a cidade e quem faz parte dela.   

Pense, quantas pessoas você cruza apenas quando faz o seu caminho de casa ao trabalho? Mesmo que o seu trajeto seja realizado por transporte público ou próprio, por algum momento você precisou da calçada. E por um instante ela o conduziu a alguém.   

Longe dos centros urbanos, as calçadas também cumprem seu papel de promotora de encontros. Ao entardecer, é muito comum que as pessoas coloquem suas cadeiras nas calçadas para conversar, ver as crianças brincarem na rua. 

O morador precisa da calçada do vizinho para chegar até ele, seja para lhe fazer uma visita, pedir um favor, prestar socorro, jogar conversa fora, oferecer um carinho… Ainda há bairros onde as pessoas se reúnem durante a Copa para pintar as calçadas com as cores do país. Há demonstração mais prática de que a calçada solidifica a união entre pessoas?   
Dias desses, aproveitei o calor para fazer algo que adoro: fui jantar a pé em uma padaria próxima a minha casa.  No caminho, encontrei crianças, adultos, jovens, idosos, atletas… Uma diversidade de pessoas, cada uma a sua maneira, utilizando o espaço mais democrático que se pode existir em uma cidade.   

Agora, imagine a situação oposta, quando por falta de cuidados, a calçada perde seu papel benevolente de conectar pessoas. Você não encontrará um cadeirante ou um cego, por exemplo, transitando livremente pelo mesmo trecho que um pedestre sem deficiência, se neste local não existir um mínimo de condições de acessibilidade.

 Para muita gente, a calçada mal conservada representa um obstáculo, mas para outras pessoas ela simboliza uma barreira intransponível que lhes subtraem o direito de simplesmente fazer parte. No final de abril de 2012, o Mobilize publicou a campanha Calçadas do Brasil (http://www.mobilize.org.br/campanhas/calcadas-do-brasil/sobre), mostrando o resultado da avaliação de calçadas em 12 cidades brasileiras. Entre abril e julho do mesmo ano, com o apoio de voluntários, o estudo foi ampliado para a avaliação de 228 ruas em 39 cidades do país.

 O resultado ficou abaixo das expectativas e trouxe a nota média de 3,40, numa escala de zero a dez.   Também no ano passado, os Guardiões das Calçadas  (http://www.maragabrilli.com.br/guardioesdascalcadas/) vistoriaram cerca de 200 km de calçadas em São Paulo. Nas mais de 40 vistorias realizadas o que se viu foram muitos problemas e pouca participação dos órgãos responsáveis.   

Para este ano, o grupo formado por minha equipe de trabalho e alguns voluntários, farão as vistorias concentradas nas vias constantes do Decreto Municipal nº 49.544/08, que define as rotas emergenciais abrangidas pelo Plano Emergencial de Calçadas – PEC. Instituído pela Lei nº 14.675/08, o PEC é uma Lei de minha autoria enquanto vereadora de São Paulo. Hoje, dos 30 mil km de passeio, cerca de apenas 500 km foram reformados respeitando a legislação.  

 É importante lembrar que essa lei prevê que a Prefeitura seja responsável pela reforma das calçadas em todas as vias constantes do Decreto. 

São ruas que priorizam os focos geradores de maior circulação de pedestres, incluindo locais de prestação de serviços públicos e privados em todas as regiões da cidade de São Paulo, em sinergia com paradas ou estações para embarque e desembarque de passageiros em ônibus e metrô.   Ainda vale dizer que ao melhorar 10% dos acessos nesses pontos estratégicos, estamos melhorando 80% da mobilidade urbana de toda a cidade. O resultado dessa simples conta é menos trânsito, filas, acidentes, estresse e também solidão. 

Afinal, quando facilitamos acessos, chegar ao outro se torna mais fácil e natural.   Iniciativas como a do Mobilize Brasil e dos Guardiões das Calçadas mostram que tanto as cidades quanto as pessoas demandam cuidados, pois a condição do passeio público reflete diretamente no bem estar da população.   

Não é por acaso que muitos especialistas afirmam que a qualidade das calçadas é o melhor indicador de desenvolvimento humano, além de funcionar como um sensor para medir o nível de civilidade de um povo. 

Cuidar da própria calçada e cobrar por sua manutenção e reforma é um ato de cidadania que deflagra seu amor pela cidade e as pessoas – um encontro que você pode ajudar a promover todos os dias. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nossa São Paulo

Olá, tudo bom pessoal????
O post que ilustra nosso blog essa semana é o de uma cadeirante super simpática e auto - astral.
Segue o texto:
"Descobri uma São Paulo linda!
Essa é a cidade que eu moro e ela é fantástica. Vivo aqui há muito tempo e, com certeza, posso contar que descobri muito mais
de São Paulo nestes últimos  anos. Sempre gostei dessa cidade, com tudo o que ela me apresenta e me permite desfrutar.
Mas quando comecei a descobri-la com um olhar acessível, fiquei mais apaixonada.Muita coisa que me surpreendi e fiquei bem feliz em vivenciar. Já curti, fui, visitei muitos lugares de São Paulo e ainda tem muita
coisa pra ver. Uma coisa que gostei muito em minhas andanças foi ver a minha gente tendo contato com história, arte e cultura de primeira.
Nosso país é muito rico culturalmente e estender tudo isso para a nossa gente é valioso demais. Cidade encantadora de informação
qualificada, São Paulo tem seu charme. Já corri muitas cidades pelo mundo e nossa cidade não deixa nada a desejar no quesito cultura.
Tá tudo pertinho pra você conhecer, se aprofundar, curtir, se divertir, apreciar e obter informação.  E o melhor, a maioria das
atividades que vivenciei foi totalmente gratuita e nos recebe muito bem.Falamos do MASP, MAM, Museu Afro, MAC, MIS, Mube, Museu da Casa Brasileira, Pinacoteca, Cinemateca Brasileira, Museu da Língua
Portuguesa, Museu do Futebol, Museu da Arte Sacra, Parque da Luz, Parque Ibirapuera, Parque Villa-Lobos, Parque do Trianon,
Parque da Independência, Praça Benedito Calixto, Mercado Municipal, Mercado de Pinheiros, Feira da Liberdade, Feira Livre do
Pacaembu, Teatro Municipal, Sescs, Instituto Tomie Othake, Caixa Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Memorial da
América Latina e muito mais.
Pois é, lembrando que nem tudo são flores, há algo que me deixa demais de tristinha; o ir e vir aos lugares em São Paulo não é nada
fácil. Sabemos que nossas calçadas, nosso transporte público, nossa sinalização e nosso trânsito não ajudam, não estimulam, não
incentivam. Sabemos que a vontade de estar nos lugares onde queremos tem sempre que superar os transtornos da mobilidade da cidade,
senão, realmente não saímos de casa. Infelizmente hoje tem que ser assim, mas garanto que vale o desconforto ao nos depararmos
com as belezas, os encantos e os aprendizados que encontraremos no nosso destino, ok?
 Por Mila Guedes
OBS: Os pontos - turísticos que Mila cita no textos, senão me engano, a maioria são acessíveis, então se você gosta de passear por SP e é cadeirante e/ou deficiente físico, aí estão ótimas dicas! Aproveite1

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Paralimpiapiadas Rio 2016

 PARALIMPÍADA
A VISIBILIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (PCD)
Como fazer, do momento, um legado?

Em referência ao dia 21 de setembro – Dia Nacional da Luta pelos Direitos das Pessoas com  Deficiência – realizaremos um evento público e gratuito dia 16 de setembro de 2014 às 18:30.
Desejamos que a “visibilidade das PcD” fique como um legado da Paralimpíada de 2016 e, não apenas mais um momento efêmero na história do nosso País. As PcD são cidadãos e cidadãs que podem competir, consumir, produzir, trabalhar, viajar, votar, amar e se divertir, desde que haja acessibilidade nos lugares onde frequentam. E para que haja acessibilidade, antes de tudo, é preciso vê-las.
LOCAL - Espaço Ideal Eventos - Rua Santa Luzia, 760 – sobrado – Centro, Rio de Janeiro –Tel.21.2533.1878

INSCRIÇÕES GRATUITAS E LIMITADAS em buscolegados@gmail.com Rodrigo Rosso - Jornalista e publicitário, atuando há mais de 18 anos no setor da Pessoa com Deficiência (PcD), diretor e editor da Revista Reação, criador e fundador da REATECH, presidente da ABRIDEF - Assoc. Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para PcD.www.revistareacao.com.br
Deborah Prates - Advogada, Integrante das várias Comissões como dos Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB/RJ e OAB-Mulher/RJ. Militante e Palestrante. Recebeu Moção honrosa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pela contribuição em prol das acessibilidades, em especial a relativa a atitudinal. http://deborahpratesinclui.blogspot.com.br/
Andrei Bastos – Jornalista e escritor, trabalhou no Correio da Manhã e no O Globo. Como ativista dos direitos humanos atua em várias ONGs. É presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro (Comdef - Rio). Publicou os livros “Assimétricos” e “A inclusão de crianças com deficiência na educação infantil”. www.assimetricos.com.br
Armando Nembri, Mestre em Avaliação de Sistemas, Programas e Instituições , em Ciências Pedagógicas. M.B.A. em Administração Pública. Pós-graduação em Administração de Recursos Humanos, entre outras. Conferencista, Palestrante, Professor e Instrutor no IBG, Professor do Instituto Benjamin Constant e várias Universidades. Autor dos livros “Ouvindo o Silêncio: Educação, Linguagem e Surdez” e, “Em Silêncio: Avaliação do Primeiro Curso de Graduação para Surdos e Ouvintes em Língua de Sinais”” (Lançamento previsto para outubro de 2014). www.armandonembri.com.br
Mediador: Fábio Guimarães. Empresário, Trabalhou na TV Globo como Diretor de Programas de TV, criador e Produtor do BLA – Busco Legados de Acessibilidade. www.buscolegados.com